Dra Cris Pissinato
Após a introdução da fórmula infantil, é preciso ter bastante cuidado com a quantidade de fórmula oferecida como complemento para o bebê.
Porque oferecer uma quantidade diferente da ideal pode levar à perda da sua amamentação.
Mas qual seria a quantidade ideal?
Na amamentação mista, não existe uma “quantidade fixa de fórmula” que sirva igualmente para todos os bebês, para todos os casos.
E para definir o que é ideal para o seu bebê, é necessário considerar 2 pontos importantíssimos:
1) A quantidade de fórmula deve complementar a necessidade nutricional do seu bebê
Como cada bebê é único e tem suas próprias necessidades nutricionais, a quantidade de nutrientes e energia de que ele precisa é diferente da de outro bebê.
Assim, a fórmula infantil deve complementar o leite materno de forma suficiente para que o seu bebê fique satisfeito e cresça com saúde.
Para isso, basta observar os sinais que ele demonstra tanto durante e após a amamentação no peito quanto durante e após a complementação com a fórmula.
O outro ponto a ser considerado é:
2) A quantidade de fórmula não deve prejudicar a sua produção de leite
Muita gente desconhece, mas a fórmula infantil ofertada no dispositivo (mamadeira, copinho, colher dosadora) pode, sim, provocar uma queda na produção de leite.
E para que isso não aconteça, você não deve oferecer mais fórmula do que o necessário para a complementação do leite materno.
Isso porque quando o bebê mama mais fórmula, ele mama menos o leite do seu peito — e como o peito funciona como uma “fábrica de leite”, quanto menos ele mama em você, mais o seu corpo entende que é para reduzir a produção.
Esse é o “ciclo negativo” do processo de produção de leite materno.
Mas é possível evitar ou até mesmo sair desse ciclo, se esse for o seu caso.
Ao longo dos anos acompanhando centenas de mães na Consultoria, mapeei 2 estratégias fundamentais para manter a amamentação mesmo precisando oferecer a fórmula:
I) Ajudar o seu bebê a fazer uma mamada efetiva no peito
Amamentar não é apenas colocar o bebê no peito.
E você já deve ter percebido isso, certo?
É preciso posicionar, estabilizar e encaixar corretamente o bebê no peito para que ele consiga fazer uma mamada efetiva.
Ou seja, para que ele consiga mamar até ficar satisfeito no peito.
Para ilustrar melhor isso, observe 2 erros bastante comuns na amamentação:
Na figura A, o bebê está mamando com a barriguinha para cima.
Já na figura B, o bebê está fazendo uma mamada muito fechada, abocanhando apenas o bico do peito da mãe.
Nessas situações, há erros de posição, estabilidade e encaixe do bebê no peito.
E é por isso que mesmo se esforçando, o bebê não consegue fazer uma mamada efetiva.
Em muitos casos, o bebê se cansa e dorme antes mesmo de mamar o mínimo necessário, podendo levar a perda de peso com o passar dos dias.
Já em outros casos, ele fica bastante irritado, podendo começar a rejeitar o peito mamada após mamada.
Então, corrigir a posição, a estabilidade e o encaixe do seu bebê no peito é essencial e uma das estratégias para você manter a sua amamentação.
A outra estratégia fundamental é:
II) Ter os cuidados certos com a quantidade, a frequência, a forma de oferecimento e a rotina de oferecimento da fórmula
Parece bobo, mas os cuidados com esses fatores já no início da introdução da fórmula infantil influenciam diretamente a sua produção de leite e o sucesso ou não da sua amamentação.
E é justamente a falta de orientação sobre como fazer da forma certa que faz com que muitas mães percam a amamentação sem perceberem.
Porque, aos poucos, o bebê passa a preferir a fórmula infantil em vez do peito.
E quando a mãe percebe isso, o processo de desmame costuma estar bem avançado.
É por isso que todos os dias eu recebo dezenas de mensagens como essa:
Eu sinto um aperto no coração quando leio isso.
Mas a verdade é que, se você está oferecendo a fórmula infantil para o seu bebê — ainda que apenas uma vez ao dia —, o seu contexto mudou.
Consequentemente, as dinâmicas da sua amamentação também mudaram.
É por isso que, para manter a amamentação, as estratégias também precisam mudar — elas precisam acompanhar seu novo contexto.
Com peito e fórmula sendo oferecidos, é necessário realinhar os estímulos que o seu corpo e o seu bebê estão recebendo o quanto antes.
Isso porque o risco de desmame é real.
Digo isso porque eu mesma perdi a amamentação por não saber disso, mesmo oferecendo a fórmula no copinho — um dispositivo aparentemente inofensivo.
Na época, eu achava que sabia amamentar, que sabia como funcionava a produção de leite…
Mas sendo sincera, eu não conhecia os estímulos e dinâmicas envolvidos na amamentação mista.
Só anos depois percebi que esses estímulos conflitantes provocados pela oferta da fórmula infantil afetavam negativamente a amamentação no peito.
Foi então que entendi que ao realinhar esses estímulos por meio do controle de 7 variáveis específicas, as mães conseguiam manter a amamentação e aumentar a produção de leite — independentemente do dispositivo utilizado.
E é exatamente isso que eu ensino no Manual da Amamentação Mista: um passo a passo validado, claro e prático, e com suporte de verdade (comigo), especialmente para quem está conciliando o peito com a fórmula.
Para saber mais sobre o Manual, clique aqui.
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Prazer, Cristiane, mas pode me chamar de Cris. Eu sou esposa do Marcelo e mãe da Helena.
Também sou Nutricionista, Fitoterapeuta, Graduada em Farmácia, Mestre e Doutora (PhD) em Farmácia.
Antes de me especializar em amamentação, fórmula infantil, sono, gases, cólica e refluxo em bebês e recém-nascidos, eu trabalhava como Cientista (pesquisadora) na Universidade de Kent, Inglaterra, onde fiz o meu PhD.
Eu só comecei a estudar e pesquisar sobre sono, gases, cólica, refluxo, amamentação e fórmula infantil porque a minha filha sofreu muito com todos esses problemas nos primeiros meses de vida dela.
Após superar esses desafios com ela, eu criei um canal no YouTube para ajudar outras famílias que estão passando pelos mesmos problemas, mas que não aceitam o “é normal, vai passar com o tempo”.
Além do conteúdo gratuito no meu perfil no Instagram e no meu canal no YouTube, que já conta com mais de 126 mil inscritos e mais de 13 milhões de visualizações nos mais de 100 vídeos, eu também já acompanhei de perto centenas de famílias dentro da minha Consultoria online, onde em mais de 95% dos casos, os pais começam a ver melhoras já na primeira semana através de um método natural (sem o uso de medicamentos) e integrado, considerando você, o seu bebê e o seu contexto.
Isso, sem contar os meus cursos online com orientações práticas que já ajudaram milhares famílias a superarem os seus desafios nos primeiros meses.
Hoje, é um prazer enorme poder compartilhar com você todo esse conhecimento através do meu trabalho e poder te ajudar a superar os seus desafios nos primeiros meses com o seu bebê.
Prazer, Cristiane, mas pode me chamar de Cris. Eu sou esposa do Marcelo e mãe da Helena.
Também sou Nutricionista, Fitoterapeuta, Graduada em Farmácia, Mestre e Doutora (PhD) em Farmácia.
Antes de me especializar em amamentação, fórmula infantil, sono, gases, cólica e refluxo em bebês e recém-nascidos, eu trabalhava como Cientista (pesquisadora) na Universidade de Kent, Inglaterra, onde fiz o meu PhD.
Eu só comecei a estudar e pesquisar sobre sono, gases, cólica, refluxo, amamentação e fórmula infantil porque a minha filha sofreu muito com todos esses problemas nos primeiros meses de vida dela.
Após superar esses desafios com ela, eu criei um canal no YouTube para ajudar outras famílias que estão passando pelos mesmos problemas, mas que não aceitam o “é normal, vai passar com o tempo”.
Além do conteúdo gratuito no meu perfil no Instagram e no meu canal no YouTube, que já conta com mais de 126 mil inscritos e mais de 13 milhões de visualizações nos mais de 100 vídeos, eu também já acompanhei de perto centenas de famílias dentro da minha Consultoria online, onde em mais de 95% dos casos, os pais começam a ver melhoras já na primeira semana através de um método natural (sem o uso de medicamentos) e integrado, considerando você, o seu bebê e o seu contexto.
Isso, sem contar os meus cursos online com orientações práticas que já ajudaram milhares famílias a superarem os seus desafios nos primeiros meses.
Hoje, é um prazer enorme poder compartilhar com você todo esse conhecimento através do meu trabalho e poder te ajudar a superar os seus desafios nos primeiros meses com o seu bebê.
O Ministério da Saúde informa: a fórmula infantil somente deve ser usada na alimentação de crianças menores de 1 (um) ano de idade com indicação expressa de médico ou nutricionista. O aleitamento materno evita infecções e alergias e fortalece o vínculo mãe-filho.
O Ministério da Saúde adverte: a criança que mama no peito não necessita de mamadeira, bico ou chupeta. O uso de mamadeira, bico ou chupeta prejudica o aleitamento materno.
As informações contidas aqui estão baseadas nos estudos mais recentes, mas não devem ser interpretadas como uma afirmação absoluta. Além disso, as informações fornecidas aqui não devem ser tratadas como substituto de um aconselhamento médico ou nutricional presencial.